O evento “Tertúlias no Clube”, organizado pela PwC e pelo Clube de Empresários de Coimbra, decorreu a 29 de outubro de 2026 para debater a Transparência Salarial. A sessão foi conduzida por Levi França Machado e Pedro Miguel Salgado, ambos da PwC.
Os oradores focaram-se na transposição da Diretiva Europeia (com prazo até 7 de junho de 2026), que visa garantir a igualdade remuneratória e a neutralidade de género. As principais mudanças e obrigações para as empresas incluem:
-
Recrutamento: Obrigatoriedade de informar a banda salarial antes do recrutamento e proibição de questionar os candidatos sobre o seu histórico salarial.
-
Transparência Interna: Definição de critérios claros, objetivos e neutros para a remuneração e progressão na carreira, que devem estar acessíveis aos trabalhadores.
-
Reporte e Correção: Exigência de reporte periódico do “Pay Gap” e obrigatoriedade de uma avaliação conjunta caso a disparidade salarial seja igual ou superior a 5% sem justificação objetiva.
-
Proteção Legal: Inversão do ónus da prova, passando a ser o empregador a ter de provar que não houve discriminação salarial perante alegações dos trabalhadores.
A Lei que ela de facto fez em 2018: Rosa Monteiro integrava o governo na altura (como Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade) e a grande legislação laboral da sua autoria, proposta e aprovada em 2018, foi a Lei n.º 60/2018. Esta lei introduziu medidas pioneiras em Portugal para promover a igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de valor igual, obrigando as empresas a apresentar relatórios e a corrigir discriminações salariais de género.
Para responder a estas exigências, o evento concluiu com a recomendação de que as empresas mapeiem e estruturem os seus critérios ao longo de toda a jornada do colaborador, abrangendo áreas desde o recrutamento e seleção, até à avaliação de desempenho, gestão de carreiras e definição objetiva de bandas salariais.
VER APRESENTAÇÃO
